Greve geral causa choques entre oposição e governistas no Líbano

Explosões e tiros foram ouvidos nesta quarta-feira na capital do Líbano, Beirute, em meio a uma greve geral convocada por sindicatos trabalhistas para exigir melhores salários.

BBC Brasil |

Ainda não está claro qual seria a causa das explosões, mas há relatos de que a oposição armada e grupos pró-governo podem ter utilizado granadas.

Segundo fontes do setor de segurança, houve confrontos em três áreas da cidade. Os grupos também teriam trocado tiros. Não há informações de vítimas, mas ambulâncias foram vistas se dirigindo aos locais atingidos.

Antes dos confrontos, uma granada havia sido detonada no oeste da capital, causando ferimentos leves em algumas pessoas.

Diversas estradas no país e ruas da capital Beirute foram bloqueadas com blocos de concreto, montes de terra ou carros, impedindo o tráfego de veículos.

Sindicatos querem que o governo triplique o salário mínimo, que está atualmente em cerca de US$ 200 (cerca de R$ 330).

Crise política

O correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir, diz que ainda que o movimento desta quarta-feira seja uma greve de trabalhadores, a situação é extremamente politizada, refletindo a polarização e a tensão entre o governo e a oposição.

O Líbano vive uma profunda crise política. O país está sem presidente desde novembro por conta de disputas entre o governo, que tem o apoio da Arábia Saudita e de vários países ocidentais, e a oposição liderada pelo Hezbollah e que tem o apoio da Síria e do Irã.

A tensão aumentou na terça-feira, depois que o governo anunciou o fechamento de uma rede de telecomunicações utilizada pelo Hezbollah.

Além disso, o chefe de segurança do aeroporto de Beiture foi demitido em meio a acusações de que ele teria permitido que o Hezbollah instalasse câmeras no aeroporto. O grupo nega a alegação.


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