17 estados do Brasil e no Distrito Federal poderia colocar em risco o voto dos italianos residentes no país, a menos de duas semanas das eleições legislativas na Itália." / 17 estados do Brasil e no Distrito Federal poderia colocar em risco o voto dos italianos residentes no país, a menos de duas semanas das eleições legislativas na Itália." /

Greve dos Correios no Brasil pode prejudicar eleições na Itália

ROMA - A greve dos Correios iniciada nesta terça-feira em http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/01/greve_de_funcionarios_dos_correios_atinge_dezoito_estados_afirma_empresa_1252024.html17 estados do Brasil e no Distrito Federal poderia colocar em risco o voto dos italianos residentes no país, a menos de duas semanas das eleições legislativas na Itália.

Ansa |

A votação no exterior foi um dos principais temas deste início de semana na Itália, com especulações de que essa modalidade de sufrágio poderia produzir fraudes.

"Centenas de milhares de eleitores (serão prejudicados), cujos votos, se não chegarem aos consulados antes de 10 abril, serão anulados", afirmou Marco Zacchera, responsável pelas Relações Exteriores da coalizão conservadora Povo da Liberdade (PDL, de Silvio Berlusconi).

A greve atinge importantes estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia, que concentram muitos imigrantes e descendentes de italianos.

Medo de fraude

Diante das eleições italianas antecipadas (em 14 e 15 de abril) e das perspectivas de um resultado muito apertado, o candidato a primeiro-ministro Silvio Berlusconi também lançou um alerta sobre a possibilidade de fraudes nas urnas, dentro e fora do país.

"Nas eleições passadas, perdemos um milhão de votos por causa de fraudes, sobretudo na Campania e Calábria", acusou o líder da coalizão de centro-direita Povo da Liberdade (PDL).

As afirmações não foram comprovadas pela Justiça. Segundo o ex-premier, "temos fraudes eleitorais por todas as partes (...) e sobre o voto dos italianos no exterior, nos chegou a notícia de que 150 mil cédulas foram impressas a mais na Argentina".

O magnata tenta focar em um setor que lhe causou um "tiro pela culatra" em 2006. Foi a bancada governista de Berlusconi que modificou a legislação eleitoral italiana para permitir o voto no exterior.

Mas, no pleito em que seu partido perdeu para Romano Prodi, em 2006, foram justamente os italianos fora da Itália que fizeram a diferença para a vitória da centro-esquerda.

Segundo Berlusconi, "nas eleições de 2006, a esquerda empatou (com a direita), e eu continuo dizendo que foram registradas muitas fraudes e um uso impróprio dos votos em branco".

O líder conservador fez questão de lembrar que a coalizão de Prodi venceu por menos de 1%. Setores de esquerda também apontaram as possibilidades de fraude.

"Venho da Suíça, onde certamente se está produzindo uma venda de cartas destinadas aos italianos no exterior. Em algumas cidades, são vendidas por 20 euros, em outras por 30, e até por 50 euros", disse Oliviero Diliberto, secretário do Partido dos Comunistas Italianos (PDCI), que não está no pleito marcado para abril.

"Os italianos no exterior votam por carta, mas diferente do que havia prometido o governo, não se está usando o correio certificado", continuou Diliberto. "Além disso, milhares de cartas voltam aos consulados porque os nomes ou endereços estão errados".

Já Walter Veltroni, líder do Partido Democrata (PD, centro-esquerda) e principal adversário de Berlusconi, minimizou as acusações do ex-premier conservador. Segundo Veltroni, "o líder opositor volta a dizer o de sempre: a fraude eleitoral, a recontagem dos votos e o stalinismo". "Chega, chega, chega", concluiu o líder democrata.

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