Greve de controladores de voo paralisa aeroportos da Espanha

Funcionários deixam postos em meio à disputa sobre condições de trabalho e após governo aprovar privatização parcial de aeroportos

iG São Paulo |

Uma greve de controladores de tráfego aéreo, que apresentaram licenças médicas para justificar sua ausência no trabalho, causou caos nesta sexta-feira em toda a Espanha, forçando as autoridades a fechar oito aeroportos, incluindo o principal hub europeu em Madrid.

Os controladores deixaram seus postos em meio a uma longa disputa sobre condições de trabalho e horas depois de o governo do primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, aprovar um medida de austeridade para privatizar parcialmente os aeroportos e para entregar o gerenciamento dos aeroportos de Madrid e Barcela ao setor privado.

AP
Passageiros esperam por notícias sobre seus voos no terminal T4 do aeroporto de Barajas, Madrid
A autoridade aérea da Espanha, conhecida como Aena, emitiu um comunicado alertando aos passageiros que planejavam voar para se manter longe dos aeroportos porque o "tráfego aéreo foi interrompido" e por não haver informações de quando a greve terminaria.

Segundo a mídia espanhola, poucos voos pousavam no aeroporto de Madrid, enquanto alguns passageiros esperaram durante horas em aviões prontos para decolar antes de as aeronaves voltarem aos portões para que eles pudessem desembarcar.

Milhares acamparam no aeroporto de Madri na noite desta sexta-feira, não sabendo se seus voos decolariam ou não. A Iberia, companhia aérea da Espanha, disse que o aeroporto de Madri poderia permanecer fechado até a 1 hora de sábado (22 horas de sexta-feira no Brasil).

O ministro do Planejamento (Transportes e Obras Públicas) espanhol, José Blanco, garantiu que o governo não permitirá a "chantagem" dos controladores. "Não permitiremos essa chantagem que está fazendo os cidadãos de reféns", afirmou.

"Convocamos os representantes dos controladores para exigir que eles parem com essa atitude. Se não voltarem imediatamente a seus postos de trabalho, o governo ativará todas as medidas extraordinárias necessárias." Entre elas pode estar a utilização de controladores militares para substituir os civis.

*Com AP e AFP

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