Greve de caminhoneiros na Índia eleva preços de commodities

Por Rina Chandran MUMBAI (Reuters) - Uma greve nacional envolvendo dezenas de milhares de caminhoneiros indianos chegou ao segundo dia na terça-feira, o que elevou os preços de algumas commodities e ameaçou os suprimentos de frutas e vegetais.

Reuters |

Os caminhoneiros, que exigem cortes nos impostos e no preço do diesel, estão preparados para ficar fora das estradas até que seus pedidos sejam atendidos, disse Charan Singh Lohara, presidente do Congresso dos Caminhoneiros de Toda a Índia.

"Ainda não recebemos um convite para conversar com o governo", disse Lohara, cujo sindicato diz representar 6 milhões de caminhoneiros em todo o país.

Apenas cerca de 10 a 20 por cento do tráfego fretado estava normal na Índia na segunda-feira, segundo Lohara.

"A partir de hoje, a greve vai ser completa", disse, acrescentando que os produtores agrícolas também apoiarão o pedido de diminuição do preço do diesel.

Mais de 70 por cento do transporte de mercadorias na Índia é feito pelas estradas, e os caminhoneiros se beneficiaram do crescimento da economia, que demandou o transporte de aço e cimento para as construções.

Mas as 200 mil empresas de transporte do país foram atingidas, nos últimos meses, pela desaceleração da economia e pelas taxas de juro mais altas para empréstimos.

A Índia cortou os preços do petróleo e do diesel no dia 6 de dezembro, depois que o preço do barril de petróleo despencou, mas a terceira maior economia da Ásia mostrou sinais de desaceleração em meio à crise financeira global.

Nos últimos três anos, a Índia cresceu pelo menos 9 por cento ao ano.

Economistas e conselheiros do governo esperam que a expansão seja moderada e caia para cerca de 7 por cento neste ano fiscal, até o dia 31 de março.

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