Greve da fome em Washington para apoiar os mujahedines

Cerca de trinta opositores do regime iraniano realizam uma greve da fome, alguns há cerca de 15 dias, diante da Casa Branca, em Washington, exigindo que os Estados Unidos retomem a proteção ao acampamento de Ashraf no Iraque, constatou à AFP quarta-feira.

AFP |

"Os Estados Unidos assinaram um contrato com os membros do Ashraf para protegê-los quando eles assumiram as armas", explica Afshar Sahid, de 43 anos, quem não come há mais de 10 dias.

Junto com outros partidários dos mujahedines do Irã, opositores do regime iraniano refugiados no Iraque, os manifestantes denunciam o assassinato de uma dúzia de moradores de Camp Ashraf e do "seqüestro" de 36 outras pessoas desde julho, em violentos confrontos com a polícia iraquiana.

Situado 80 km da fronteira iraniana, o acampamento criado há duas décadas tem 3.500 habitantes. Ele teria sido usado por Saddam Hussein como base de operações.

Esses opositores do regime iraniano foram desmantelados em 2003 pelas forças americanas que assumiram o controle do acampamento com a queda do regime de Saddam Hussein.

"Mas os Estados Unidos têm transferido essa proteção ao governo iraquiano, e não podemos confiar nos dirigentes do Iraque porque são marionetes dos iranianos", diz Etemadi Mahboub, um dos manifestantes em greve de fome há 15 dias, e cuja filha vive em Ashraf.

Os grevistas estão em cadeiras em frente à Casa Branca e um enfermeiro iraniano mede suas pressões arteriais regularmente e os incentiva a beber água.

"Eu me sinto bem", diz Etemadi, "porque o nível de injustiça que observamos da administração Obama é tão intolerável que vamos continuar esta greve de fome.".

vmt/fb

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