Katmandu, 15 jun (EFE).- Uma greve convocada pelo Partido Maoísta do Nepal paralisou hoje Katmandu, onde os centros de ensino permaneceram fechados e houve registros de confrontos entre a Polícia e os seguidores maoístas.

Nawa Raj Silwal, superintendente da Polícia de Katmandu, explicou à Agência Efe que três agentes ficaram feridos em choques com a ala jovem do Partido Maoísta, mas não informou sobre vítimas civis.

Segundo a fonte, os 'filhotes' maoístas tentavam assegurar-se que tivesse êxito a greve, convocada depois que no sábado passado aparecesse o cadáver de um chefe de distrito maoísta em um hospital de Katmandu.

Os maoístas também convocaram hoje greves em sete distritos do oeste do Nepal, onde contam com um grande apoio popular.

Durante a semana passada, o Partido Maoísta organizou protestos por todo o país contra a decisão tomada em maio pelo presidente do Nepal, Ram Baran Yadav, de manter no posto o chefe do Exército, o general Rookmangud Katawal.

Yadav revogou a ordem do então primeiro-ministro, o maoísta Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda, que quis destituir o general ao considerar que tinha quebrado os acordos de paz após recrutar milhares de novos soldados.

Com isso, Prachanda renunciou e o Partido Maoísta saiu do Governo apesar de ser a legenda eleita para mais cadeiras no pleito legislativo de abril de 2008.

O terceiro principal partido do país, o Marxista-Leninista, formou então Governo com o apoio de outras legendas e levou Madhav Kumar Nepal ao posto de primeiro-ministro.

O Partido Maoísta vem obstruindo repetidamente o processo parlamentar no Parlamento nepalês desde que deixou o Executivo. EFE ms-amp/bba

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