Greve contra "lei da mordaça" teve adesão de 90% dos jornalistas italianos

Lei limita o uso e a difusão de escutas telefônicas em investifações oficiais

EFE |

Roma - A greve contra a chamada "lei da mordaça" do Governo de Silvio Berlusconi, que limita o uso e a difusão de escutas telefônicas de investigações oficiais, teve apoio de 90% dos jornalistas italianos, segundo a Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI).

O secretário da FNSI, Franco Siddi, promotor do protesto, assegurou que a greve de ontem foi a que teve "maior participação dos últimos 15 anos", com "mais de 90% das televisões, dos jornais, das rádios e das agências de notícias", em declarações divulgadas neste sábado pelo jornal "La Repubblica". "A adesão foi muito alta", afirmou Siddi, que disse que até mesmo os veículos que decidiram não suspender suas atividades expressaram reprovação à lei, que ele qualificou como "equivocada".

A Itália viveu na sexta-feira uma "jornada de silêncio" por parte da imprensa, para demonstrar a rejeição a este projeto de lei, que segundo os jornalistas, vai contra a "legalidade, a luta contra o crime e a livre e transparente circulação de notícias". A norma, avalizada pelo Senado no último dia 10 de junho, passará ao plenário da Câmara dos Deputados no próximo 29 para seu debate definitivo e, embora no início era esperado que ela fosse aprovada sem mudanças, nos últimos dias a maioria conservadora deu a entender que podem ser introduzidas algumas remodelações.

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