Gregos vão às ruas em meio a bloqueio de transportes e greve de jornalistas

Atenas, 10 dez (EFE).- Com o transporte público, o tráfego aéreo e o fluxo de notícias bloqueado por causa de uma greve geral, centenas de cidadãos começavam hoje e se reunir no centro de Atenas para reivindicar mais justiça social.

EFE |

A ação ocorre enquanto o país continua em meio à onda de distúrbios violentos desde sábado passado, quando o tiro de um policial matou um jovem em Atenas e gerou um violento protesto popular.

Os sindicatos de trabalhadores, funcionários, docentes e estudantes rejeitaram a chamada do primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, de desconvocar a greve geral de 24 horas que estava prevista há uma semana, ou seja, antes da tragédia que desencadeou a destruidora onda de distúrbios nas ruas.

A Confederação Geral dos Trabalhadores da Grécia (GSEE) e a Administração Suprema dos Sindicatos dos Trabalhadores Civis Gregos (ADEDY), que representam mais de 2 milhões de pessoas, tinham convocado a greve em protesto contras as reformas econômicas do Governo conservador, que, segundo seus porta-vozes, "não têm justiça social".

As concentrações dos manifestantes ficam em três pontos no centro de Atenas próximos ao Parlamento, lugar que foi palco de violentos distúrbios por parte de radicais que se infiltraram nas manifestações de repúdio contra a morte de Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos.

Outras manifestações foram convocadas nas principais cidades gregas.

A greve geral afeta grande parte do transporte público, foram cancelados todos os vôos - devido à paralisação dos controladores aéreos -, os navios permanecem nos portos e os colégios e universidades estão fechados.

Os jornalistas também se uniram ao protesto, com duas horas de greve.

A Polícia está em extremo alerta para fazer frente aos possíveis distúrbios que podem ocorrer pelo quarto dia consecutivo. EFE afb/an

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