WASHINGTON - O senador republicano Judd Gregg, indicado por Obama para o cargo de secretário do Comércio, renunciou à nomeação nesta quinta-feira. Em um comunicado, Gregg, que é senador por New Hampshire, citou conflitos irreconciliáveis com o governo Obama em questões como o pacote de estímulo para a economia e o e o recenseamento do país, que estaria sob responsabilidade do departamento de Comércio.

AP
Gregg, ao fundo, observa Obama durante sua nomeação para secretário de Comércio
Gregg, ao fundo, observa Obama
durante sua nomeação

"Antes de aceitar este cargo, nós discutimos essas e outras potenciais diferenças, mas infelizmente não nos focamos adequadamente nestas preocupações", disse o comunicado.

"Nós operamos sob pontos de vista diferentes em relação a vários temas críticos de política", ele disse. "Obviamente o presidente precisa de um time que lhe dê total apoio para suas iniciativas."

Gregg foi o segundo nome indicado por Obama para esse cargo. O posto tinha sido oferecido, primeiramente, ao governador do Novo México, Bill Richardson, que renunciou à nomeação em janeiro.

Richardson desistiu depois de ter sido revelada uma investigação para apurar supostas irregularidades em negócios do Estado do Novo México com uma empresa.

Além de Gregg e Richardson, outros indicados por Obama desistiram de participar do governo. No início de fevereiro, Tom Daschle, nomeado para a Secretaria da Saúde, renunciou ao cargo, pressionado por um escândalo de sonegação. Ele pagou atrasado cerca de US$ 140 mil em impostos.

Outra indicada por Obama, Nancy Killefer, desistiu do cargo de supervisora do setor da Presidência responsável pela fiscalização de gastos públicos, por problemas com impostos que não foram pagos.

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também se envolveu em um escândalo semelhante e foi acusado de dever US$ 34 mil ao fisco americano. Mas Geithner não desistiu do cargo, se desculpou e sua indicação acabou sendo aprovada durante uma sabatina no Senado americano.

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