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Greenpeace escala central elétrica para pedir redução do carvão

Varsóvia, 2 dez (EFE).- Onze ativistas do Greenpeace escalaram hoje a chaminé de 150 metros de altura da central elétrica de Patnów, na região central da Polônia, para pôr um cartaz que pedia aos Governos reunidos na conferência da ONU em Poznan que reduzam o uso do carvão para salvar o planeta.

EFE |

Os ecologistas denunciaram que o carvão é o combustível fóssil mais poluente e responsável de uma grande parte das emissões de dióxido de carbono (CO2), o que, segundo eles, faz necessário um plano concreto para limitar o mais rápido possível o emprego desse mineral.

Como disse à Agência Efe Magdalena Zowsik, encarregada sobre Energia do Greenpeace na Polônia, 93% da eletricidade produzida nas plantas polonesas, como a de Patnów, vêm do carvão.

Assim, a Polônia fica entre os 20 países que produzem mais dióxido de carbono, apesar de sua população não chegar aos 40 milhões de habitantes.

"Queremos um plano de ação concreto que explique como nosso país reduzirá o uso do carvão e aumentará as energias renováveis", afirmou Zowsik, lembrando que o Executivo polonês estuda iniciar novas centrais elétricas a base desse combustível e novas minas para sua extração.

O Greenpeace ainda reivindicou à Polônia que não faça obstáculos ao pacote europeu de medidas ambientais, ambicioso plano que pretende conseguir que até 2020 se reduzam em um 20% as emissões de CO2 em relação aos níveis de 1990.

A Polônia se encontra entre o grupo de membros da União Européia que pretende que Bruxelas reduza esses objetivos dando a crise financeira internacional como justificativa.

A 14ª Conferência sobre Mudança Climática começou ontem com a participação de mais de 190 países que debaterão durante cerca de duas semanas.

Segundo a Greenpeace, as emissões globais de gases que provocam efeito estufa devem se reduzir entre 80% e 95% de 2015 a 2050, caso contrário se generalizariam fenômenos meteorológicos como secas e se acentuaria uma suposta escassez de alimentos. EFE nt/jp

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