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Greenpeace diz que nunca os Governos foram tão pressionados para atuar

Madri, 6 jan (EFE).- O diretor do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, considera que nunca os Governos se viram tão obrigados, nem tão pressionados a atuar para enfrentar a mudança climática como depois da Cúpula de Copenhague, que marcou um antes e um depois na mobilização cidadã.

EFE |

Naidoo fez a afirmação em entrevista à Agência Efe durante a visita à Espanha, na primeira etapa da viagem que realiza pelos países de procedência dos quatro ativistas do Greenpeace detidos durante a cúpula e que permanecem presos na capital dinamarquesa.

Para Naidoo, a mobilização da sociedade civil em Copenhague teve como protagonistas "não só o Greenpeace, WWF e os Amigos da Terra, mas também os sindicatos, grupos religiosos, movimentos sociais, comunidades indígenas, pessoas que não são ativistas ambientais".

Conforme este sul-africano, ativista dos direitos humanos desde os 15 anos, afirma que pode "sentir um interesse entre o povo jovem pela causa que não viu nos últimos dez anos".

Por isso, ele prevê que "haverá consequências eleitorais para os líderes que não demonstrarem progressos" para enfrentar o aquecimento global.

"É inocente pensar que as nações não repetirão os erros do passado, mas se existe algum momento em que possamos esperar que os Governos façam o adequado é agora, pelo alto nível de conscientização global e pelo alerta mundial", assinala.

Embora existam "lobbys sofisticados" do setor do petróleo e dos combustíveis fósseis que "investem milhões para ludibriar milhões de pessoas" sobre a mudança climática, "os argumentos morais e científicos estão vencendo".

Os compromissos deverão ser concretizados antes de 1º de fevereiro, como estabelece o documento de Copenhague, a primeira prova à qual serão submetidos os países após a cúpula.

Antes da próxima Cúpula do Clima do México, em dezembro de 2010, os países enfrentarão uma segunda prova, durante uma reunião preparatória da "Conferência das Partes", que ocorrerá em junho em Bonn.

Kumi Naidoo reconhece que a UE perdeu liderança no processo negociador, após os Estados Unidos chegarem a um acordo com um reduzido grupo de países em Copenhague, mas considera que deveria recuperá-la "porque seria bom para o mundo". EFE td/dm

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