Grécia receberá ajuda de 110 bilhões de euros da Europa e FMI

SÃO PAULO - Os ministros das Finanças da zona do euro aceitaram ontem ativar o mecanismo de ajuda à Grécia para tentar conter a crise da dívida do país e evitar que ela contamine o resto da Europa. Os europeus junto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) vão contribuir com 110 bilhões de euros, cerca de US$ 146 bilhões, nos próximos três anos.

Valor Online |

SÃO PAULO - Os ministros das Finanças da zona do euro aceitaram ontem ativar o mecanismo de ajuda à Grécia para tentar conter a crise da dívida do país e evitar que ela contamine o resto da Europa. Os europeus junto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) vão contribuir com 110 bilhões de euros, cerca de US$ 146 bilhões, nos próximos três anos. Do valor total, 80 bilhões de euros devem vir dos países da zona do euro. No primeiro ano de aplicação do plano, a Grécia deve receber 30 bilhões de euros da Europa. Segundo o jornal espanhol El País, os primeiros desembolsos vão sair antes do dia 19 deste mês, quando a Grécia tem de fazer frente às primeiras obrigações de pagamento. O governo grego aceitou o acordo de socorro financeiro e as condições de adotar duras medidas de reforma econômica e social. Ainda ontem, as autoridades gregas comunicaram que vão cortar os gastos públicos para trazer o déficit para baixo do teto estabelecido no pacto europeu, de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2014. Os cortes no orçamento deve alcançar 30 bilhões de euros nos próximos três anos. "Esses sacrifícios nos darão espaço para respirar e o tempo necessário para fazer grandes mudanças", declarou o premiê grego, George Papandreou. Salários e pensões no setor público na Grécia ficarão congelados durante o programa de três anos e será estabelecido um fundo apoiado pelo FMI e União Europeia para ajudar os bancos do país. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) vai ser ampliado de 21% para 23% e os impostos sobre combustível, cigarros e bebidas alcoolicas vão subir em 10%. Para o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, as novas medidas de austeridade comunicadas pela Grécia são"sólidas e críveis", observando que a assistência financeira que será concedida é decisiva para ajudar os gregos a trazer a economia de volta ao caminho certo e preservar a estabilidade da zona do euro. (Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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