Grécia precisa fazer mais cortes, diz UE

BRUXELAS (Reuters) - A Grécia precisa tomar medidas adicionais para atingir sua meta de corte de déficit, mas ainda não está claro o quanto falta nas ações anunciadas pelo país até agora, disse a Comissão Europeia nesta terça-feira. Na segunda-feira, Olli Rehn, comissário de assuntos econômicos e monetários da UE, discutiu com autoridades gregas a necessidade de medidas de redução de déficit além daquelas já anunciadas por Atenas.

Reuters |

Nenhum plano de resgate econômico ao país foi discutido, mas "ambas as partes entendem ... que há uma necessidade por medidas adicionais e essas deveriam ser apresentadas o mais cedo possível ... para garantir que a meta de 4 por cento seja atingida", disse o porta-voz da Comissão, Amadeu Altafaj, nesta terça-feira.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, afirmou nesta terça que seu gabinete tomará decisões sobre a área econômica na quarta-feira.

A Grécia se comprometeu a cortar o déficit no seu orçamento para 8,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 12,7 por cento em 2009, deixando-o abaixo do teto da UE de 3 por cento em 2012.

Altafaj disse que "não pode quantificar" o quanto falta para as medidas já anunciadas pela Grécia estarem de acordo com a meta.

O tamanho do déficit ainda estava em discussão entre os gregos e especialistas da UE, e "neste momento, nós estamos esperando por novas medidas a serem apresentadas".

O ambicioso programa de austeridade fiscal espera acalmar os mercados de dívida que têm exigido prêmios cada vez mais altos para emprestar dinheiro à Grécia em meio a preocupações de que Atenas pode declarar moratória da sua dívida, que representa mais de 120 por cento do PIB.

Temores do mercado persuadiram os países da zona do euro a emitir um comunicado no dia 11 de fevereiro declarando que, se houver necessidade, eles agiriam para salvaguardar a estabilidade financeira do bloco.

No entanto, eles não deram detalhes de um potencial plano de resgate e, em vez disso, colocaram mais pressão sobre Atenas para fazer cumprir seu plano de austeridade.

As discussões de segunda-feira com Rehn "foram sobre esforços para corrigir a situação fiscal da Grécia. Nós não falamos (ou) elaboramos sobre possibilidade de resgates e coisas do tipo", disse Altafaj.

Ele acrescentou que a Comissão está satisfeita em ver que o governo grego está determinado a fazer o que for necessário para atigir a meta de 4 por cento.t

(Reportagem de Jan Strupczewski)

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