Grécia: novas manifestações; Parlamento agiliza orçamento 2009

Novos enfrentamentos foram registrados na madrugada de sábado para este domingo no centro de Atenas, palco de uma ação policial sangrenta há 16 dias, enquanto o Parlamento se apressa em votar neste domingo o orçamento de 2009 num clima difícil para o governo.

AFP |

Jovens manifestantes se enfrentaram com membros das forças antimotins após um encontro na noite de sábado no local onde, no dia 6 de dezembro, Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, foi morto por um policial.

Os jovens atenderam assim ao chamado de um grupo que ocupa a Escola Politécnica, situada não muito longo do local do ocorrido.

Dezenas de manifestantes lançaram coquetéis Molotov e pedras contras as forças antimontins, que usaram gás lacrimogêneo para dispersar o grupo, um cenário que vem se repetindo desde à morte do adolescente.

Manifestações como esta vêm sendo realizadas em todo o país e logo adquiriram sentido social. Os sindicatos e partidos da oposição de esquerda criticaram o governo de direita, já envolvido em escândalos de corrupção, pela má gestão da crise e também pela política de austeridade, antes do voto do orçamento na madrugada deste domingo para segunda-feira no Parlamento grego.

Denunciado pela esquerda como antipopular, este projeto de orçamento visa essencialmente reduzir os gastos para enfrentar a dívida pública, que passou dos 93% do PIB em 2008.

A Grécia deve pagar 12 bilhões de euros em 2009 por sua dívida, ou seja 19% de suas receitas e quase 5% do PIB.

O clima continua pesado para o governo de direita, que vê novamente sua cota de popularidade cair nas pesquisas, duas delas publicadas neste domingo pela imprensa.

O principal partido da oposição socialista, o Pasok, tem apenas 38,5%, contra 32,5% para a direita da Nova Democracia, segundo estudo do instituto Public Issue divulgado no Kathimérini (direita liberal).

Pela primeira vez nos últimos anos, a cota de popularidade do presidente do Pasok, Georges Papandréou, superou em um ponto (35%) a do primeiro-ministro Costas Caramanlis (34%), segundo esta pesquisa.

Na segunda pesquisa divulgada hoje, esta pelo jornal To Vima (centro esquerda) e realizada pela empresa Kapa Research, a direta obteve 28,3% e o Pasok 32,9%. No entanto, segundo esta pesquisa, Caramanlis ficou com 38,9%, três pontos a mais que seu rival socialista.

hec/lm

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