Grécia não é único país em crise na Europa, diz comissário da UE

Roma - O espanhol Joaquín Almunia, comissário europeu de Concorrência, disse à edição de hoje do jornal italiano Il Sole 24 Ore que é preciso enfrentar o caso da Grécia, atualmente em situação econômica delicada, mas que o país não é o único em crise na Europa.

EFE |

Ao ser perguntado sobre as responsabilidades da União Europeia (UE) no caso grego, o comissário disse que os problemas do país "não são uma novidade".

A Grécia, "junto à Itália, era o país com o déficit mais alto.

Em 2004, uma das minhas primeiras decisões após chegar à Comissão Europeia como responsável da área de assuntos econômicos foi abrir um procedimento de infração pelo excessivo déficit grego", acrescentou.

Segundo Almunia, "a situação, que já era crítica por si só, se agravou durante o período pré-eleitoral, com a péssima gestão das finanças públicas e das políticas econômicas pelo Governo anterior".

"O caso grego não foi o do fracasso do sistema estatístico, mas da gestão das finanças públicas", destacou, frisando que a responsabilidade pelo ocorrido é "exclusivamente das autoridades gregas".

"Não é correto atribuir responsabilidades aos outros Estados-membros ou à Comissão", comentou o comissário de Concorrência, para quem a "Grécia não tinha vontade nem os instrumentos técnicos para começar a sanear suas contas e crescer".

A respeito de uma possível intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) na crise grega, Almunia limitou-se a dizer que os "problemas internos da zona do euro não podem ou não devem ser resolvidos" pelo órgão.

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