Grécia enviará ao Haiti avião com ajuda humanitária

Atenas, 15 jan (EFE).- O Governo grego anunciou hoje o envio ao Haiti, na próxima terça-feira, de um avião com pessoal médico e ajuda humanitária para atenuar a situação gerada no país caribenho após o devastador terremoto de terça-feira passada.

EFE |

O Ministério grego de Assuntos Exteriores anunciou em comunicado que um Boeing 747 transportará cerca de 25 especialistas em resgates, enfermeiros e sanitaristas, assim como remédios e material de primeiros socorros. A Grécia ofereceu também repatriar até 400 europeus no voo de volta do avião.

A aeronave será fretada em cooperação com a companhia aérea Hellenic Imperial Airways, que arcará com 50% das despesas do frete.

Segundo o vice-ministro de Exteriores grego, Spiros Kuvelis, a Grécia forneceu nas primeiras horas após a catástrofe uma ajuda de emergência no valor de 200 mil euros por meio de organizações internacionais.

O país também abriu uma conta bancária para receber doações privadas e organizou uma campanha para reunir remédios, que serão transportados em um segundo voo ao Haiti.

Fontes do Ministério de Exteriores informaram à Agência Efe que os 11 gregos que permanecem no Haiti se encontram "em bom estado de saúde e a salvo" e lhes ofereceu a opção de retornar no voo da próxima semana.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE afb/sa

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