Granma: crise deixa pouca margem a Obama para fazer mudanças

O órgão oficial do Partido Comunista cubano, o jornal Granma, anunciou nesta sexta-feira que a eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos gerou expectativas de uma mudança de direção em Washington em suas relações com Cuba; mas alertou que essa possibilidade fica cada vez mais difícil com a atual conjuntura econômica.

AFP |

"A eleição de Barack Obama despertou expectativa de grandes mudanças nos Estados Unidos" e "o sentimento se estendeu por todo o mundo. Inclusive, em Cuba alguns consideram que Obama poderá contribuir para uma mudança na atitude de Washington para com a ilha", assinalou o jornal.

"Mas a situação em que se desenvolve a 'transição' sinaliza que a tarefa se torna cada vez mais difícil", acrescentou.

O Granma sublinhou que "as notícias sobre a economia (americana) continuam sendo alarmantes. O desemprego subiu 6,5% em outubro, com a perda de 240.000 postos de trabalho e cerca de 10 milhões de desempregados".

Entre a população cubana, a vitória de Obama foi recebida com a expectativa de uma eventual distensão bilateral, sobretudo pelas promessas de que levantaria as restrições a viagens e a remessas de dinheiro enviadas dos Estados Unidos, impostas em 2004 pelo presidente George W. Bush.

O número dois de Cuba, José Ramón Machado, opinou no domingo que a eleição de Obama será "interessante" se significar "mudanças" como a eliminação do embargo, que Washington impõe à ilha desde 1962, e lembrou que Havana está disposta a um diálogo "incondicional".

No entanto, Machado assinalou que uma coisa são as promessas eleitorais e outra a política que adotará o governo Obama a partir de 20 de janeiro.

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