Granjeiros chineses comecem a matar galinhas devido a excesso de melamina

Pequim, 31 out (EFE).- A detecção de excesso de melamina em ovos de fazenda em diversas províncias chinesas está afetando as vendas do produto em Pequim e outros pontos do país, por causa do medo entre consumidores e comerciantes, obrigando os granjeiros do gigante asiático a matar a boa parte de suas galinhas.

EFE |

Assim informou hoje o diário "Beijing Youth Daily", que deu como exemplo a delicada situação atravessada por 120 fazendas da localidade de Zhongtaoshen, na província de Hebei (norte), onde 50.000 galinhas já foram sacrificadas nos últimos cinco dias.

Esta localidade, que fornece ovos para Pequim e para a província de Cantão (sul), viu como os comerciantes da capital chinesa rejeitaram seus ovos sistematicamente desde o último dia 26, além de exigir dos granjeiros certificados que garantissem que seus produtos estavam livres de melamina.

Como as galinhas comem três vezes ao dia e colocam ovos outras duas, os granjeiros da localidade foram levados a começar a matar milhares de animais para tentar evitar que as despesas, as perdas econômicas e as reservas de ovos sem mercado continuem aumentando.

Um dos granjeiros de Zhongtaoshen disse ao jornal: "Ainda bem que agora é outono e graças às baixas temperaturas os ovos podem ser conservados por duas semanas. Todo mundo está esperando que a situação melhore, mas também muito preocupado se isso não acontecer".

O responsável pelo mercado de venda por atacado de Pequim, Ma Weixi, destacou que antes do dia 26 eram negociadas em suas instalações a compra e venda de cerca de 10.000 caixas de ovos por dia, enquanto agora o número não chega a 5.000 e, além disso, seu preço está caindo. EFE ub/ma

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