Grandes emissores de CO2 avançam em plano financeiro para clima

Por Alister Doyle PARIS (Reuters) - Os maiores emissores mundiais de gases-estufa avançaram nesta terça-feira em direção a aprovar um plano mexicano que arrecadaria bilhões de dólares para financiar a luta contra a mudança climática, informou a França.

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"É sem dúvida o avanço mais importante", disse o ministro do Meio Ambiente da França, Jean-Louis Borloo, sobre o plano financeiro, após dois dias de negociações entre 17 grandes emissores, incluindo China, Estados Unidos e União Européia em Paris.

A reunião não definiu as necessidades gerais de dinheiro. Muitos estudos dizem que serão necessárias dezenas de bilhões de dólares anualmente para combater a mudança climática, como parte de um acordo patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para combater o aquecimento global, previsto para ser aprovado em Copenhague em dezembro.

Borloo disse que as negociações informais em Paris também avançaram em questões como o compartilhamento de tecnologias verdes com os países em desenvolvimento. Delegados disseram, no entanto, que se avançou pouco no compartilhamento dos prejuízos pelos cortes nos gases-estufa entre ricos e pobres, num momento em que muitos países lutam contra a recessão.

"Há uma sensação de que deveremos ser capazes de chegar a um acordo" sobre o financiamento", disse Borloo, referindo-se às conversas do Fórum das Maiores Economias (MEF), cujos membros são responsáveis por 80 por cento das emissões mundiais de gases-estufa.

A proposta mexicana comprometeria todos os países a fornecer dinheiro para combater a mudança climática com base nas emissões passadas e atuais de gases-estufa -- principalmente pela queima de combustíveis fósseis -- e no tamanho do produto interno bruto dos países.

Isso significa que os maiores emissores desde a Revolução Industrial, como Estados Unidos e Europa, arcariam com a maior parte. Em contraste, os países mais pobres da África, cujas emissões aproximam-se de zero, receberiam grandes fundos.

"Essa é a inovação do plano mexicano", disse o embaixador francês para o Clima, Brice Lalonde, à Reuters.

O dinheiro integraria um plano mais amplo para ajudar a evitar o impacto previsto de secas, ondas de calor, extinção de espécies, doenças e elevação do nível dos oceanos.

Uma terceira e última rodada preparatória do MEF deve acontecer no México entre 22 e 23 de junho, antes de uma cúpula na Itália em julho.

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