Grandes cidades podem liderar medidas por clima, diz estudo

Por Jeremy Lovell LONDRES (Reuters) - As grandes cidades do mundo estão também entre os maiores poluidores do planeta, mas elas têm na ponta dos dedos a solução para a maioria de seus problemas, afirmou nesta segunda-feira uma grande consultoria especializada em meio ambiente.

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Para tornar a questão mais convincente, a consultoria McKinsey destacou que a maioria das soluções disponíveis iriam economizar mais do que custam.

'A maior parte disto não tem custo efetivo e vale a pena ser feito mesmo que não se leve em conta a questão da mudança climática', disse o diretor da consultoria, Jeremy Oppenheim, em uma conferência na prefeitura de Londres para apresentar as descobertas da pesquisa patrocinada pela gigante industrial alemã Siemens.

O estudo teve como foco Londres, uma das integrantes de destaque do Cidades do Grupo de Liderança em Clima, o chamado C40, formado por grandes cidades de vários países que uniram forças para reduzir sua participação no aquecimento global.

Segundo as Nações Unidas, as cidades são responsáveis por três quartos do consumo mundial de energia e produzem 80 por cento das emissões de gás do efeito estufa.

Esse é um número que tende a subir, já que o porcentual da população mundial morando em cidades deve aumentar de 50 por cento atualmente para 60 por cento do total por volta de 2025 e 70 por cento em 2050.

O estudo da McKinsey observou que Londres, em comparação com quatro outras grandes cidades -- Nova York, Roma, Estocolmo e Tóquio -- em seis fatores-chave do meio ambiente, teve um desempenho relativamente bom na maioria dos itens.

Estocolmo foi a que se saiu melhor em emissões de carbono per capita de edifícios, indústria e transporte, bem como em lixo municipal e em água, mas só perde para Nova York em poluição do ar.

Nova York teve o pior desempenho em tudo, com exceção de transporte e lixo, onde foi sobrepujada por Roma.

'A nota de Londres, numa escala até 10, é provavelmente 6.

A questão é como chegar até o 10', disse Oppenheim.

Ele afirmou que o uso de tecnologias disponíveis, e com um pouco de esforço de persuasão e de orientação dos governos nacional e local, Londres, cidade com cerca de 8 milhões de habitantes, poderá reduzir de modo relativamente fácil suas emissões de dióxido de carbono em 44 por cento.

E a melhor parte é que dois terços das medidas, entre as quais aquecedores melhores, equipamentos mais eficientes, melhor isolamento térmico de edifícios e iluminação que gaste menos energia, pagariam o próprio custo.

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