Grã-Bretanha se prepara contra hackers pró-WikiLeaks

Grupo ameaça atacar sites britânicos no dia em que Julian Assange vai à audiência sobre possível extradição para a Suécia

iG São Paulo |

O governo britânico se prepara para uma onda de ataques a seus sites na internet nesta terça-feira, dia em que o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, comparece a uma audiência em um tribunal de Londres sobre sua possível extradição para a Suécia.

Assange se entregou na semana passada à polícia londrina, que cumpriu um mandado internacional emitido pela Suécia, que o acusa de crimes sexuais. Ao comparecer ao tribunal nesta terça-feira, ele tentará conseguir direito à fiança para lutar em liberdade contra a extradição. Na semana passada, a Justiça britânica negou tal direito ao fundador do WikiLeaks.

O grupo de hackers ativistas Anonymous ameaçou sabotar o sistema judiciário britânico, caso Assange seja extraditado. Nos últimos dias, o grupo atacou os sites das empresas de pagamentos MasterCard, Visa e PayPal após elas terem bloqueado doações ao WikiLeaks.

De acordo com o jornal britânico The Sunday Times, os ativistas lançariam um ataque contra o sistema informático do Serviço Público de Processamentos (CPS, na sigla em inglês) e outros departamentos governamentais relacionados à extradição de Assange, solicitada pelas autoridades suecas. O Anonymous também poderia atacar o sistema da prisão de Wandsworth em Londres, onde o ativista australiano de 39 anos está preso, acrescenta o Sunday Times.

Steve Field, porta-voz do gabinete do premiê britânico, David Cameron, disse que a prioridade do governo britânico é proteger os sites que tratam de informações ligadas diretamente à população.

Fields afirmou que o governo de Cameron está preocupado com sites usados para entregar o imposto de renda ou para fazer a requisição de benefícios distribuídos pelo Estado porque são páginas que armazenam informações sensíveis.

Críticas de Assange

Nesta terça-feira, Assange criticou as empresas que bloquearam os serviços prestados ao WikiLeaks. Em comunicado divulgado por sua mãe, Christine, Assange afirma: "Agora sabemos que Visa, Mastercard e PayPal são instrumentos da política externa dos Estados Unidos. É algo que ignorávamos".

A Visa destacou que aguardava "elementos adicionais" para saber se a atividade do portal está de acordo com suas regras de funcionamento, enquanto a Mastercard qualificou a atividade do site de "ilegal".

A PayPal reativou a conta do WikiLeaks, liberando os fundos disponíveis, mas adotou certas restrições e advertiu que não aceitaria novos pagamentos até nova ordem.

Desde 28 de novembro, o WikiLeaks divulga telegramas diplomáticos americanos confidenciais, o que provocou indignação de vários governos.

Com AFP e EFE

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