Grã-Bretanha promete inquérito sobre guerra no Iraque após retirada

O governo britânico anunciou nesta quarta-feira que um inquérito completo e independente sobre as razões que levaram o país a se envolver na invasão do Iraque em 2003 será realizado assim que for possível. De acordo com o ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, a abertura da investigação só será viável após a saída da maior parte das tropas britânicas do Iraque.

BBC Brasil |

O plano de retirada das tropas britânicas prevê a redução do efetivo militar de 4,1 mil soldados para 400, ao final de julho.

"O momento de nos concentrarmos em um inquérito oficial é quando os soldados voltarem em segurança, não quando eles estiverem expostos aos perigos no Iraque", disse Miliband ao Parlamento.

A oposição britânica afirma que deseja explorar as falhas do serviço de inteligência que ocorreram no período que antecedeu a guerra no Iraque.

"Aprenderemos as lições necessárias e o que ocorreu de errado no funcionamento do governo", disse o porta-voz da oposição conservadora para assuntos externos, William Hague.

De acordo com Hague, a investigação deve determinar se ministros do governo "se eximiram de suas responsabilidades" e examinar o uso do serviço secreto, como o país se relacionou com os Estados Unidos e outros aliados e os motivos que levaram o planejamento do pós-guerra a ser "tão inadequado".

Os parlamentares liberais-democratas, que formam o terceiro maior partido do país, afirmaram que vão pressionar para que o inquérito examine as decisões políticas, e não militares, que levaram o conflito a ser tão problemático para os britânicos.

Alguns parlamentares dizem que o inquérito se faz necessário devido à quantidade de argumentos para justificar o conflito que se provaram infundados, como a alegação de que o Iraque possuía armas de destruição em massa capazes de atingir a Grã-Bretanha em 45 minutos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG