O secretário para Imigração da Grã-Bretanha, Phil Woolas, afirmou neste sábado ao jornal britânico The Times que a forte retração econômica no país pode levar o governo a reduzir a entrada de imigrantes de fora da União Européia.

De acordo com Woolas, se britânicos estiverem perdendo os seus empregos, "a questão da imigração fica extremamente espinhosa". "Era muito fácil entrar neste país e vai ficar mais difícil", disse Woolas, de acordo com o Times.

Analistas dizem que a declaração do secretário marca uma guinada no tom do governo britânico sobre o assunto.

Até então, o governo trabalhista liderado por Gordon Brown vinha ressaltando a importância dos imigrantes para a economia britânica.

'Lição'
O governo, segundo a entrevista do secretário para Imigração ao diário britânico, não vai permitir que a população britânica atinja 70 milhões - atualmente, estima-se que ela esteja por por volta de 61 milhões.

A política do governo trabalhista britânico, desde a época de Tony Blair, tem sido de permitir a entrada de imigrantes, que atingiu níveis recorde nos últimos anos.

O British Immigration Advisory Service, uma organização não-governamental de apoio aos imigrantes, afirmou que uma "triste lição da história é que imigrantes levam a culpa em tempos de dificuldade econômica".

Em 2006, o país ganhou 180 mil pessoas, já descontado o número de pessoas que deixaram o país.

"É preciso haver um equilíbrio entre o número de pessoas que chegam e que saem do país", disse o secretário ao jornal britânico.

Segundo estimativas citadas na reportagem do Times calcula-se que até 2012, essa diferença entre os que deixam o país e os que chegam chegará a 200 mil pessoas.

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