Grã-Bretanha: novo julgamento para acusados de planejar atentados em 2006

O procurador geral do Reino Unido quer que três homens acusados de envolvimento em um plano para cometer atentados com bombas líquidas contra voos transatlânticos em 2006 sejam julgados novamente, depois que o júri não foi capaz de chegar a um acordo sobre um veredicto.

AFP |

Os acusados deverão comparecer ao terceiro julgamento por complô com objetivo de cometer assassinatos, indicaram fontes ligadas ao procurador, destacando que as chances de que sejam condenados são realistas.

"Estudei com muita atenção a possibilidade de pedir um novo julgamento contra Ibrahim Savant, Arafat Waheed Jan e Waheed Zaman, com a acusação de conspiração de assassinato", afirma em um comunicado Keir Starmer, o procurador geral.

"Considero que, apesar da incapacidade dos jurados de chegarem a um consenso, há chances razoáveis de condenar cada um dos acusados por conspiração de assassinato".

"Não considero que seja opressivo ou injusto tentar julgá-los novamente", acrescentou.

Na segunda-feira, três outros homens foram declarados culpados em Londres de terem conspirado para explodir pelo menos sete aviões em voos transatlânticos com bombas artesanais montadas com explosivos líquidos, que deveriam ser misturados dentro da aeronave.

Os voos, para o Canadá e os Estados Unidos, partiriam do aeroporto de Heathrow, na capital britânica, e deveriam atravessar o oceano ao mesmo tempo.

Abdulah Ahmed Ali, de 28 anos, considerado o cérebro do projeto, Tanvir Hussain, também de 28 anos, e Assad Sarwar, de 29, foram condenados pelo tribunal de Woolwich (sudeste de Londres) por conspirar para explodir aviões no ar.

O tribunal de Woolwich julga ao todo oito fundamentalistas islâmicos, todos jovens de nacionalidade britânica. É o segundo julgamento deste caso.

Em um primeiro julgamento, realizado em 2008, o júri não conseguiu chegar a um acordo para definir a sentença de quatro dos acusados.

Todos os réus foram presos em agosto de 2006, antes de conseguirem executar o plano terrorista que organizavam.

rjm/ap

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