Grã-Bretanha não pode abandonar o Afeganistão, diz Gordon Brown

Por Adrian Croft LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, cujas chances de reeleição foram afetadas por sua política no Afeganistão, disse aos críticos nesta sexta-feira que levar a paz ao Afeganistão tornará a Grã-Bretanha um lugar mais seguro.

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Brown está sob ataque da oposição, da mídia e de generais aposentados, que o acusam de colocar as vidas dos soldados britânicos em risco no Afeganistão por não disponibilizar helicópteros e veículos blindados suficientes contra bombas.

Ele sofreu um novo golpe quando um assessor parlamentar de Defesa renunciou na quinta-feira em protesto à estratégia do governo.

A Grã-Bretanha tem nove mil soldados lutando contra insurgentes do Taleban, o segundo maior contingente estrangeiro depois dos EUA, e pesquisas mostram que o apoio da população é cada vez menor depois que o número de soldados britânicos mortos chegou a cerca de 50 nos últimos quatro meses.

Um aumento das baixas pode prejudicar Brown ainda mais nas eleições marcadas para junho do ano que vem, para as quais o Partido Conservador é favorito.

"Quando a segurança de nosso país está ameaçada, não podemos ir embora", disse Brown em discurso no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em Londres.

O governo disse na quinta-feira que mais dois soldados britânicos morreram no Afeganistão, elevando o total para 212.

Brown afirmou que o governo está dando às tropas os recursos de que precisam. O gasto por soldado mais do que dobrou desde 2006, ilustrou.

A Grã-Bretanha terá vencido no Afeganistão "quando nossas tropas estiverem a caminho de casa porque os afegãos estão fazendo seu trabalho", disse o premiê.

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