Grã-Bretanha lança novas regras para diagnóstico de morte

Médicos na Grã-Bretanha estão recebendo novas instruções para ajudá-los a diagnosticarem a morte de um paciente. As novas instruções da Academy of Medical Royal Colleges britânica, organização responsável por instruções e treinamentos para a classe médica, tratam de situações como hipotermia e coma induzido por drogas.

BBC Brasil |

As mudanças na metodologia respondem aos riscos de diagnósticos errados de mortes.

Ocorreram exemplos de pessoas, expostas ao frio extremo, que foram diagnosticadas como mortas, mas, depois, mostraram novamente sinais de vida quando a temperatura do corpo subiu novamente.

Calmantes também podem fazer com que uma pessoa pareça morta quando na verdade não está.

O autor do documento, o anestesista Peter Simpson, afirmou que o diagnóstico de morte pode ser difícil.

"Existem questões quando as pessoas morrem em circunstâncias incomuns, com calmantes ou outros fatores externos como baixa temperatura corporal, quando não é apropriado confirmar a morte", afirmou.

"Estas novas instruções, pela primeira vez, especificam quando é apropriado o diagnóstico da morte. Este diagnóstico, sob quaisquer as circunstâncias, é uma questão delicada, que ocorre em um momento muito doloroso para todos."
Irreversível
As novas instruções afirmam que a definição da morte deve ser encarada como a perda irreversível da capacidade de consciência combinada com a perda irreversível da capacidade respiratória.

Estas instruções substituem as antigas a respeito de morte cerebral e incluem aconselhamento sobre morte cardíaca.

Os autores também decidiram separar completamente o diagnóstico e confirmação da morte de qualquer questão relacionada a doação de órgãos e transplantes.

Eles tentaram evitar qualquer temor de que o diagnóstico de morte fosse influenciado pela busca por doadores de órgãos, que estão em falta na Grã-Bretanha.

Para a presidente da Academy of Medical Royal Colleges, Carol Black, as novas instruções vão ajudar médicos, enfermeiras e pacientes.

"Estou confiante de que, com a correção nas ambigüidades do velho Código, junto com as questões que surgiram como resultado de novas áreas da prática clínica e da lei, as novas instruções vão ajudar médicos e enfermeiras. Além disso, nossos pacientes também terão mais confiança no diagnóstico e confirmação da morte e suas conseqüências", afirmou.

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