Grã-Bretanha e EUA defendem esforço de guerra no Afeganistão

Por Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - A Grã-Bretanha e os Estados Unidos prometeram na quarta-feira um esforço sustentável no Afeganistão, apesar do crescente ceticismo da opinião pública a respeito da guerra depois do mês mais violento desde o seu início, no final de 2001.

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O ministro de Relações Exteriores britânico, David Miliband, afirmou em Washington que a atual fase é "dura" para todas as nações com tropas no Afeganistão, mas disse acreditar no apoio da opinião pública britânica para a missão.

"Acho que o povo britânico permanecerá com essa missão, porque há uma clara estratégia e uma clara determinação em nome dos Estados Unidos e de outros membros da coalizão para isso", disse Miliband em entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado Hillary Clinton.

Tropas britânicas acabam de encerrar uma ofensiva de cinco semanas chamada "Pata da Pantera", destinada a eliminar o Taliban de centros populacionais do sul do Afeganistão, com vistas às eleições presidenciais e provinciais de 20 de agosto.

Miliband disse que o Afeganistão era uma "incubadora" para ataques como os de 11 de setembro de 2001 nos EUA, e o povo britânico compreende isso.

Hillary também prometeu "permanecer ombro a ombro" com o Reino Unido no Afeganistão.

O número de soldados britânicos mortos no Afeganistão já superou os da guerra do Iraque, uma estatística que indispôs a opinião pública britânica contra o esforço.

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