As tropas britânicas que fazem parte das forças da coalizão que ocupa o Iraque devem começar a se retirar do país no próximo mês de março, revelou à BBC uma alta fonte do Ministério da Defesa britânico.

O país ainda tem 4,1 mil soldados na cidade de Basra, mas líderes da defesa britânica planejam uma retirada para o próximo ano, caso as eleições iraquianas marcadas para janeiro ocorram de maneira pacífica.

Anteriormente, o primeiro-ministro Gordon Brown já havia indicado que quase todos os soldados britânicos deveriam deixar o Iraque em meados do ano que vem, com apenas algumas centenas permanecendo para treinar forças iraquianas.

Informações anteriores davam conta de que a retirada poderia começar já no mês de janeiro, mas a BBC apurou que o processo deverá ter início em março, seis anos após a invasão liderada pelos Estados Unidos.

Uma porta-voz do Ministério da Defesa Britânico também afirmou que "progressos significativos foram feitos em Basra, que agora está transformada graças aos iraquianos, à coalizão e aos esforços britânicos".

"Assim, nós estamos esperando mudanças fundamentais na missão no começo de 2009".

Afeganistão

A analista de defesa da BBC, Caroline Wyatt, afirma que a retirada do Iraque "deve permitir um foco renovado na missão multinacional no Afeganistão, que está em dificuldades".

Ela ainda afirma que a retirada vai liberar helicópteros, serviços de inteligência e soldados para a luta contra o Talebã.

Os Estados Unido planejam impulsionar suas forças no Afeganistão a partir do ano que vem, e esperam que seus aliados na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) façam o mesmo.

Enquanto isso, a Grã-Bretanha vem negociando com o Iraque as bases legais que permitam a permanência de suas tropas no país após o final do mandato concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que expira no final deste ano.

Espera-se que o parlamento iraquiano vote um acordo ainda este mês.

No final de novembro, a casa aprovou um acordo similar com os EUA que permite que suas tropas permaneçam no país até 2011.

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