Grã-Bretanha aprova criação de embriões híbridos

Os deputados britânicos aprovaram nesta segunda-feira a utilização de embriões híbridos, criados através da introdução de DNA humano em óvulos de animais, para a pesquisa de doenças como o Mal de Alzheimer e de Parkinson.

AFP |

Em uma votação realizada na noite desta segunda-feira, a Câmara dos Comuns rejeitou por 336 votos a 176 uma emenda que pretendia proibir a criação de embriões híbridos, levantando assim o último obstáculo que ainda havia para sua legalização.

A medida supõe a primeira parte de um polêmico projeto de lei sobre embriões e fertilização cujos debates continuarão na terça-feira.

Os embriões híbridos à base de material genético humano e animal serão reservados a fins exclusivamente científicos, e destruídos após 14 dias de desenvolvimento. Além disso, sua implantação no útero de uma mulher fica terminantemente proibido.

O primeiro-ministro trabalhista, Gordon Brown, cujo filho mais novo (Frasier, de menos de dois anos) sofre de fibrose cística, se declarou contrário à emenda. A fribrose cística faz parte do grupo de doenças congênitas que poderão se beneficiar da clonagem terapêutica, procedimento que seria facilitado com a utilização de embriões híbridos.

kah/ap/LR

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