Grã-Bretanha anuncia pacote de US$ 3,75 bilhões para a economia

A Grã-Bretanha pretende estimular a economia com um pacote de US$ 3,75 bilhões (cerca de R$ 6,75 bi) direcionado a pequenas empresas, segundo anúncio feito nesta quarta-feira pelo ministro das Finanças, Alistair Darling. O pacote, que tem o objetivo de criar mais empregos no país, deve ser financiado por uma nova taxa em bônus pago a banqueiros.

BBC Brasil |

Darling afirmou que o orçamento, divulgado antes das eleições gerais esperadas para maio, deve colocar o país na rota da recuperação econômica.

Além do pacote, o ministro anunciou ainda a suspensão, por dois anos, de um imposto sobre a compra do primeiro imóvel se este custar até 250 mil libras (cerca de US$ 370 mil). O preço médio de um imóvel no país foi avaliado em fevereiro em cerca de 166 mil libras (R$ 445 mil).

Caso tivesse sido aplicada no ano passado, a isenção teria beneficiado 92% das pessoas que adquiriram seus primeiros imóveis.

Críticas
Outras medidas anunciadas pelo governo britânico incluem incentivos para que os bancos emprestem mais, a facilitação de abertura de contas bancárias para toda a população, um combate maior a evasão fiscal, o congelamento do aumento de combustíveis, maior taxação de certas bebidas alcoólicas e a criação de um fundo verde de investimentos.

Darling disse que o déficit no orçamento para o próximo ano fiscal, que começa em abril na Grã-Bretanha, é de 167 bilhões de libras (R$ 447 bi) - 11 bilhões a menos do que os 178 bilhões previstos anteriormente.

O editor de política da BBC Nick Robinson disse que a mensagem subliminar do anúncio do orçamento foi "ajuda para muitos em vez de para poucos".

Mas a oposição conservadora criticou a forma como os trabalhistas vêm conduzindo a economia e disseram que, se vencerem as eleições de maio, devem produzir um novo orçamento dentro de 50 dias, o que poderia reverter muitas das medidas anunciadas por Darling.

Japão
Também nesta quarta-feira, o Japão aprovou um orçamento recorde de 92.3 trilhões de ienes (cerca de US$ 1 trilhão) para o próximo ano fiscal, que começa em abril.

Este foi o primeiro orçamento anunciado desde que o primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, assumiu o cargo em setembro de 2009.

As contas refletem as promessas de Hatoyama de cortar gastos públicos desnecessários e investir em benefícios sociais.

Mas críticos dizem temer a saúde da segunda maior economia mundial porque, para financiar o orçamento, o governo japonês emitirá bônus estimados em 44 trilhões de ienes.

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