Governos devem coordenar fim de intervenções no setor financeiro, diz FMI

Os governos dos diversos países do mundo precisam buscar uma ação coordenada para colocar fim às intervenções que promoveram em seus sistemas financeiros devido à crise, diz um relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) que teve dois de seus capítulos divulgados nesta segunda-feira. Nos mercados financeiros globais, a ausência de uma coordenação além das fronteiras poderá ter consequências inesperadas, entre elas, a interrupção de fluxos de capital internacional, afirma o documento, intitulado Global Financial Stability Report (Relatório sobre Estabilidade Financeira Global, em tradução livre).

BBC Brasil |

"A interrupção das intervenções anticrise no sistema financeiro por parte de bancos centrais e governos deve ser norteada pelo regresso da confiança duradoura na saúde do sistema financeiro e de suas instituições", diz o texto.

De acordo com o documento, os diferentes projetos de interrupção nas intervenções no setor financeiro devem ser adaptados às realidades de cada país e "coordenados de forma cuidadosa".

Estratégia
O FMI defende ainda que sejam dadas "garantias aos mercados sobre como alcançar objetivos de médio prazo, ao mesmo tempo em que se evita uma retirada prematura enquanto as instituições permanecem frágeis".

Em uma coletiva nesta segunda-feira, Laura Kodres, titular do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do FMI, destacou que o órgão não está sugerindo o fim imediato das intervenções governamentais no setor financeiro.

"Deixe-me enfatizar que não estamos defendendo que bancos centrais ou governos se retirem neste momento, mas que eles tenham uma estratégia transparente e bem definida quando a hora chegar."
No momento em que a confiança for plenamente retomada, interromper as várias intervenções não irá desestabilizar os mercados", disse.

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