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Governo venezuelano pede acusação contra dono da Globovisión

Caracas, 5 jun (EFE).- O pedido do Governo da Venezuela à Promotoria para que acuse a emissora Globovisión de delitos penais fechou uma jornada que foi aberta hoje com a revista da casa de seu presidente e seguiu com a imposição de multas milionárias a ele.

EFE |

Sem dar detalhes dos delitos penais nos quais teria incorrido a emissora de linha editorial abertamente opositora à gestão do presidente do país, Hugo Chávez, o ministro titular do organismo reitor das telecomunicações, Diosdado Cabello, disse em entrevista coletiva que as sanções administrativas "não foram suficientes".

"Agora deve ser investigada pela via da lei orgânica de telecomunicações que prevê castigos penais", disse, admitindo que a ofensiva das instituições do Estado contra a emissora se deve a um "tema de saúde mental".

"Há quem acredite que o melhor salvo-conduto que pode ter um delinquente é pôr mãos em um meio para cometer até delitos ambientais", acrescentou Cabello em clara alusão ao presidente da "Globovisión", Guillermo Zuloaga.

Em sua condição de sócio de concessionárias de veículos, Zuloaga foi acusado ontem pela Promotoria de "usura genérica" pelas supostas irregularidades em um lote de 24 veículos descobertos no mês passado em uma de suas casas, a que hoje voltou a ser revistada para retirar peças de animais dissecados que o empresário tem como troféus de caça.

A Promotoria disse em comunicado que determinará se existe ou não algum fato delitivo na posse de mais de 200 peças de animais dissecados apreendidas.

Chávez exigiu no dia 28 de maio de Cabello, ao Supremo e à Promotoria para atuar contra meios de imprensa que segundo sua opinião "envenenam" o país, ou caso contrário renunciem a seus cargos e sejam substituídos por "gente com coragem". EFE ar/ma

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