Governo venezuelano intervêm no Stanford Bank após retirada de depósitos

Caracas, 19 fev (EFE).- O Governo venezuelano anunciou hoje a intervenção para a venda imediata do Stanford Bank Venezuela, após uma retirada em massa de depósitos de seus clientes como consequência da fraude do Stanford International Bank.

EFE |

O ministro de Finanças da Venezuela, Alí Rodríguez, disse em entrevista coletiva que o banco "foi atingido por fatores exclusivamente externos", anunciou sua "venda imediata" e, sem mais detalhes, destacou que "já há alguns grupos que expressaram seu interesse" em adquiri-lo.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, enviou ontem mensagens de calma aos cerca de 15 mil clientes da filial venezuelana do banco e afirmou que gozava "de boa saúde", mas Rodríguez declarou hoje que a "retirada em massa" pelos depositantes o colocaram "em uma situação sumamente precária".

Apenas na terça-feira passada, a divisão venezuelana do Stanford International Bank, pertencente ao banqueiro Robert Allen Stanford, acusado de fraude nos EUA, se reportou a retirada de 57 milhões de bolívares (US$ 26,5 milhões).

Este valor está "acima da margem que maneja normalmente" este banco, disse ontem o titular da governamental Superintendência de Bancos e Outras Instituições Financeiras (Sudeban), Edgar Hernández.

O texto de intervenção estatal publicado hoje detalha que a Sudeban teve que utilizar recursos do "depósito compulsório bancário" que cada entidade deve depositar no Banco Central segundo suas captações, para poder cobrir o reembolso pedido pelos clientes.

Estes pertencem em boa parte a clientes das "classes A e B" que atuaram através da internet, informou Rodríguez.

A Sudeban afirma que o Stanford Bank Venezuela é responsável apenas por 0,2% das captações totais do sistema financeiro venezuelano e verificou em janeiro passado que seus ativos chegavam ao equivalente a quase US$ 300 milhões.

Segundo diversas fontes da imprensa venezuelana, no Stanford International Bank estão depositados, por outro lado, entre US$ 2,3 bilhões e US$ 5 bilhões de cidadãos e empresas de venezuelanos. EFE ar/fal

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