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Governo turco buscará pacto nacional para solucionar o conflito curdo

Istambul, 10 ago (EFE).- O Governo da Turquia buscará criar um pacto nacional com as forças políticas do país para solucionar o conflito curdo, informou hoje o porta-voz do Executivo, Cemil Çiçek, após uma reunião do conselho de ministros.

EFE |

O ministro do Interior, Besir Atalay, coordenará as reuniões com os partidos da oposição, os sindicatos e as forças de segurança.

"Estamos preparados para escutar respeitosamente todas as propostas e representantes políticos", acrescentou Çiçek.

O porta-voz afirmou que as soluções propostas deverão se enquadrar "ao estado unitário e à democracia".

"A Turquia tem que solucionar este problema, porque se não virão outros e se intrometerão no assunto", advertiu Çiçek.

O presidente turco, Abdullah Gül, mostrou que quer uma solução da questão curda em uma conversa com jornalistas durante sua volta ontem à noite de uma viagem pela zona sudeste da Turquia, onde se concentra a maioria dos curdos do país.

O líder turco negou que o plano que o Governo prepara faça concessões aos "terroristas" do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), já que "a democratização é um freio ao terrorismo".

"Não vamos esconder nossas cabeças como avestruzes. O problema mais grave que a Turquia sofre na atualidade é este (o conflito curdo)", disse Gül, solicitando aos partidos políticos que superem suas diferenças e participem da solução do conflito.

No entanto, a oposição não parece estar tão disposta a colaborar com o Governo islamista moderado.

Os partidos laicos e nacionalistas criticaram que ainda não conhecem os detalhes do plano governamental e se negaram a participar de um processo que signifique negociar com o PKK, considerado terrorista pela Turquia e pela União Europeia (UE).

Nos últimos meses, aumentou na Turquia a esperança de que se possa chegar a uma solução dialogada ao conflito curdo que, desde 1984, provocou mais de 40 mil mortes na guerra não declarada entre as forças de segurança turcas e o PKK.

O líder histórico do PKK, Abdullah Öcalan, detento na ilha prisão de Imrali, deverá se pronunciar publicamente oferecendo uma solução ao conflito.

Segundo afirmaram hoje dois deputados do Partido da Sociedade Democrática (DTP, nacionalista curdo), Öcalan proporá um processo de desarmamento do PKK. EFE amu/fk/bba

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