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Governo tibetano pede que protestos não interrompam revezamento da tocha

Nova Délhi, 10 abr (EFE).- O Governo tibetano no exílio aconselhou hoje os manifestantes pró-Tibete a não interromperem o percurso da tocha e afirmou que os Jogos Olímpicos não devem ser considerados como uma oportunidade.

EFE |

O líder da Administração Central Tibetana, Samdhong Rinpoche, assegurou que as manifestações se devem a um "descontentamento prolongado" e que o fato de estarem acontecendo agora é uma "coincidência".

"Não tentamos alterar os Jogos Olímpicos ou o percurso da tocha.

A maioria dos tibetanos apóia a postura do Governo (no exílio)", acrescentou Rinpoche.

Em reiteradas ocasiões, o líder espiritual dos tibetanos, o dalai lama, assegurou que apóia a realização dos Jogos Olímpicos em Pequim porque o povo chinês "merece" receber o evento.

"Os jogos não devem ser considerados como uma oportunidade", assegurou Rinpoche ao acrescentar que a China tem "todo o direito" de ser a sede olímpica.

Nos últimos dias, o percurso da tocha olímpica foi interrompido, em Londres e Paris, por manifestantes que protestavam pela política das autoridades chinesas no Tibete.

As autoridades indianas, que esperam a chegada da tocha dentro de sete dias, anunciaram que desdobrarão um grande dispositivo de segurança para garantir que o percurso da tocha olímpica ocorra sem incidentes.

Desde o dia 10 de março, monges budistas apoiados pela população civil realizaram protestos para lembrar o aniversário da fracassada rebelião de 1959 no Tibete e em outros lugares como a Índia e o Nepal.

Calcula-se que a Índia acolhe cerca de 130 mil refugiados tibetanos que abandonaram seus lares depois da revolta de 1959 que forçou o exílio do dalai lama.

O Governo tibetano no exílio e seu líder espiritual têm sua sede na cidade indiana setentrional de Dharamsala. EFE mb/fb

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