Praga, 25 mar (EFE).- O primeiro-ministro da República Tcheca e presidente neste semestre da União Europeia (UE), o conservador Mirek Topolanek, apresentará formalmente na quinta-feira em Praga a renúncia do Governo de coalizão de centro-direita.

Esta renúncia é consequência da moção de censura que o Governo perdeu na terça-feira, apenas dois anos após iniciar seu mandato e na metade da Presidência semestral tcheca da UE.

Antes de colocar o cargo à disposição do presidente, "é necessário que o Executivo se reúna, ato previsto para quinta-feira", por isso que, só depois, o premiê apresentará formalmente sua renúncia ao chefe de Estado, Vaclav Klaus, segundo informou hoje a porta-voz governamental.

Klaus disse que a queda da coalizão, formada por conservadores, democratacristãos e verdes, "não representa nenhum retrocesso no desenvolvimento democrático iniciado em 1989".

"Aceito com respeito a decisão da assembleia de deputados", afirmou Klaus, e acrescentou que "a queda do Governo não é algo desconhecido e, em um sistema constitucional que funciona plenamente, não se trata de algo catastrófico".

Depois desse trâmite, Klaus deverá encarregar ao futuro premiê a formação do novo Governo, que deverá ser nomeado pelo presidente e ratificado no Parlamento em um prazo máximo de 30 dias.

Caso isso não aconteça, Klaus fará uma segunda tentativa, e se este também fracassar, a nomeação do primeiro-ministro ficará a cargo do chefe do Congresso, o socialdemocrata Miroslav Vlcek. EFE gm/db

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