Governo tailandês: Soldados não usaram munição real contra manifestantes

Bangcoc, 11 abr (EFE).- As forças de segurança tailandesas não utilizaram munição real para dispersar ontem à noite contra os manifestantes antigovernamentais em Bangcoc, afirmou hoje o porta-voz do Governo tailandês, Panitan Wattanayagorn, apesar dos tiros terem deixado pelo menos 20 mortos e mais de 800 feridos.

EFE |

Wattanayagorn disse em discurso pela televisão que alguns soldados realizaram disparos ao ar para pedir aos manifestantes que deixassem a área, enquanto outros dispararam balas de festim ou projéteis de borracha.

No entanto, os líderes dos "camisas vermelhas" leais ao deposto ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra insistem em que se apropriaram de vários rifles e metralhadoras, e inclusive capturaram um punhado de soldados que depois libertaram.

Um dos líderes dos protestos, Jatuporn Prompan, disse que o chefe do Executivo, Abhisit Vejjajiva, tem as mãos "manchadas de sangue", e fechou a porta ao diálogo com o Governo até que não se dissolva o Parlamento e sejam convocadas eleições antecipadas.

"Nunca negociaremos com assassinos. Embora o caminho seja difícil e cheio de obstáculos, é nosso dever honrar os mortos e trazer a democracia a este país", acrescentou Prompan.

O porta-voz do Exército tailandês, coronel Sansern Kaewkamnerd, acusou os manifestantes de disparar e lançar granadas aos soldados.

Uma das vítimas fatais é um cinegrafista japonês da agência de notícias Reuters, Hiroyuki Muramoto, que recebeu um tiro na barriga disparado aparentemente por um agente das forças de segurança.

A pior violência política das duas últimas décadas na Tailândia ocorreu a três dias de começar o longo período de férias do Songkran ou Ano Novo budista, que costuma deixar a capital totalmente vazia.

EFE grc/ma

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