Governo tailandês decreta estado de exceção em aeroportos de Bangcoc

O primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, decretou estado de exceção nesta quinta-feira nos dois aeroportos de Bangcoc, que permanecem fechados em conseqüência de violentos protestos antigoverno.

AFP |

O chefe de governo anunciou a medida após uma reunião de emergência com seu gabinete, marcada para buscar soluções para o impasse político vivido pelo país.

Enquanto isso, milhares de turistas continuam presos em Bangcoc, cidade de 12 milhões de habitantes que está inacessível por via aérea desde o fechamento de seus dois aeroportos.

Somchai, que se reuniu com seu gabinete em Chiang Mai (norte), pediu também ao exército que ajude a polícia a restabelecer a ordem nos dois terminais aéreos da capital tailandesa, o Don Mueang (para vôos domésticos) e o Suvarnabhumi (para vôos internacionais).

Diante da situação, as autoridades tailandesas autorizaram que as companhias aéres utilizassem uma base militar situada no sudeste de Bangcoc, informou à AFP a Aviação Civil.

Os prejuízos causados pelo fechamento de Suvarnabhumi já chega a aproximadamente de três bilhões de dólares.

Em um discurso transmitido pela televisão, o premier tailandês disse que "o seqüestro de toda a nação tailandesa, como querem os manifestantes, é um grande erro".

O objetivo dos manifestantes, pertencentes à Aliança do Povo pela Democracia (PAD), coalizão a favor da monarquia, é forçar a saída de Somchai, a quem acusam de corrupto.

Um dos líderes antigoverno, o general da reserva Chamlong Srimuang, reagiu rapidamente às declarações do primeiro-ministro, instando seus partidários a não ter medo.

"Se a polícia vier esta noite para dispersar a manifestação, voltem pela manhã", disse Srimuang, falando no gabinete do primeiro-ministro em Bangcoc, ocupado pela oposição desde 26 de agosto.

ask/ap/sd

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