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Governo tailandês aprova plebiscito para resolver crise política

Gaspar Ruiz-Canela. Bangcoc, 4 set (EFE) - O Governo tailandês aprovou hoje a realização de um plebiscito para resolver a crise política gerada pelos protestos contra o primeiro-ministro, Samak Sundaravej, que sofre forte pressão para que renuncie e foi quase desautorizado pelo Exército, que não aplica o estado de exceção decretado há dois dias. Com essa iniciativa, Sundaravej surpreendeu os críticos e os milhares de manifestantes que ocupam o palácio do Governo desde o último dia 26 e transformaram o local em um acampamento com bandas de música e abastecido por barracas de comida. O plebiscito, rejeitado imediatamente pelos líderes da multidão que controla a sede governamental e considerado um recurso para ganhar tempo, foi anunciado após a reunião mantida pelo Gabinete no quartel-general das Forças Armadas. Sundaravej afirmou que conseguirá que o plebiscito seja aprovado rapidamente pelo Parlamento depois que o Conselho de Estado examinar a legislação para sua realização. A campanha para o plebiscito durará pelo menos um mês, durante o qual os dois grupos poderão transmitir a mensagem que quiserem, explicou o primeiro-ministro, sem estabelecer datas. Nem Sundaravej nem ninguém de seu Gabinete disse quais serão as opções para os tailandeses nas urnas, mas, no dia anterior, deputados do partido governista afirmaram que a consulta deverá perguntar se o Governo deve continuar no poder, renunciar ou ser dissolvido para convocar eleições antecipadas...

EFE |

O chefe do Governo tailandês, no poder há sete meses, sofre pressão para que renuncie desde que, na terça-feira passada, uma pessoa morreu e outras 44 ficaram feridas em confrontos entre manifestantes da Aliança e partidários do Executivo.

A pressão sobre Sudaravej aumentou no dia seguinte, com a renúncia do ministro de Assuntos Exteriores, Tej Bunnag, veterano diplomata e secretário do rei Bhumibol Adulyadej, e cuja saída do Gabinete foi interpretada por muitos tailandeses como um sinal de que a Coroa não confia no primeiro-ministro e em seu Governo.

"Enquanto o primeiro-ministro insistir em continuar, não vamos a lugar algum", disse a seus seguidores o líder da Aliança do Povo para a Democracia, Sonthi Limthongkul, em um palanque montado no interior do palácio governamental, e desafiando, assim, o estado de exceção que vigora na capital, Bangcoc.

Apesar de Sundaravej insistir em que foi eleito primeiro-ministro de forma legítima, aumenta a percepção entre os tailandeses de que as Forças Armadas não obedecem às ordens do líder, que, por sua vez, desempenha o cargo de ministro da Defesa.

O estado de exceção, que não declara o toque de recolher, permite ao Exército o uso da força, dá à instituição o poder para censurar a imprensa sobre notícias que possam "causar pânico" ou pôr em risco a segurança do Estado, e proíbe as reuniões públicas de mais de cinco pessoas.

As passeatas de protesto começaram em maio, quando os seguidores da Aliança montaram acampamento em frente ao edifício da ONU para denunciar o Governo, o qual consideram corrupto, desleal à Coroa, e de ser um fantoche a serviço do ex-líder Thaksin Shinawatra, agora exilado no Reino Unido. EFE grc/ev/db

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