Bangcoc, 27 nov (EFE).- O Governo da Tailândia voltou a afirmar hoje que será capaz de realizar em dezembro a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que já se decidiu transferir para a cidade de Chiang Mai, apesar da grave crise política que atinge o país.

Camboja, Laos e Vietnã expressaram sua preocupação com a segurança do encontro e pensaram em seu cancelamento após grupos de manifestantes mobilizados pela oposição terem ocupado os dois aeroportos de Bangcoc e a sede do Governo para forçarem a renúncia do Executivo.

No entanto, Tharit Charungvat, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Tailândia, afirmou que a cúpula, prevista para meados de dezembro, não será adiada.

Os protestos nos dois aeroportos levaram a fechá-los e a suspender todos os vôos, o que deixou milhares de passageiros em terra, muitos deles turistas estrangeiros.

A Aliança do Povo para a Democracia, que lidera os protestos, afirma que manterá sua mobilização até que renuncie o primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, apesar de o chefe do Exército, general Anupong Paochinda, lhes exigir ontem a interrupção de suas ações.

Paochinda também pediu, pela segunda vez, a renúncia de Wongsawat, refugiado em Chiang Mai, mas o primeiro-ministro resiste a abandonar o cargo. EFE grc/fal

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