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Governo sul-africano continua apoiando mediação de Thabo Mbeki no Zimbábue

Johanesburgo, 2 out (EFE).- O presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, disse hoje que mantém o apoio a seu antecessor, Thabo Mbeki, como mediador designado pela Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC) para a crise política no Zimbábue.

EFE |

"Nosso Governo tem plena confiança na capacidade de Mbeki para que o histórico êxito obtido através de sua mediação nas negociações para compartilhar o poder no Zimbábue possa continuar avançando", declarou Motlanthe em comunicado à imprensa.

Motlanthe disse que informou ao secretário-executivo da SADC, Tomaz Augusto Salomão, sobre o apoio de seu Governo a Mbeki.

"Os esforços de facilitação empreendidos por Mbeki no Zimbábue demonstraram sua visão sobre uma solução política duradoura aos problemas e desafios que o país enfrenta", acrescentou.

Mbeki, ainda presidente da África do Sul, conseguiu no último dia 15 que a governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) e o opositor Movimento para Mudança Democrática (MDC) assinassem um pacto para formar um Governo de unidade.

No entanto, seu papel de mediador foi posto em dúvida depois que seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA), que governa a África do Sul desde 1994, o forçou uma semana depois a renunciar à Presidência do país por causa de disputas internas da organização política.

Após a renúncia de Mbeki, o presidente zimbabuano e líder da Zanu-PF, Robert Mugabe, e o líder da facção principal do MDC, Morgan Tsvangirai, não conseguiram chegar a um acordo sobre a distribuição dos ministérios no futuro Governo de união nacional do Zimbábue e as conversas estão estagnadas.

Tsvangirai criticou inicialmente Mbeki, a quem acusou de parcialidade para com Mugabe ao invés de pressioná-lo para que aceite as mudanças necessárias ao Zimbábue para que possa se recuperar da crise em que está imerso.

No entanto, agora apóia o mandato concedido pela SADC ao ex-presidente sul-africano e pede que reinicie a mediação. EFE jm/fh/fal

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