Governo sudanês lança iniciativa para resolver crise de Darfur

Cartum, 16 out (EFE) - O Governo sudanês lançou hoje uma nova iniciativa com o objetivo de resolver o conflito de Darfur, que começou em janeiro de 2003, quando dois grupos rebeldes pegaram em armas contra o regime.

EFE |

No entanto, mais de 20 grupos e partidos opositores boicotaram a sessão inaugural das conferências onde o presidente do país, Omar al-Bashir, apresentou o projeto, por considerá-lo uma "perda de tempo".

Em seu discurso, Bashir afirmou que fará de tudo para o sucesso total desta proposta batizada como "A iniciativa do povo do Sudão", e acabar com o violento conflito da província sudanesa de Darfur.

"O Governo favorecerá o clima adequado e todos os potenciais para fazer com que a iniciativa seja um êxito", disse Bashir aos presentes, entre os quais se encontravam o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, o ministro de Exteriores egípcio, ou o primeiro vice-presidente sudanês, Salva Kiir.

O líder sudanês listou as 12 causas as quais considera que foram os estopins do conflito, entre as quais citou a "rivalidade tribal, a luta por gramados, os bandidos, a luta pelos recursos naturais ou o tráfico de armas".

"A resolução dos conflitos étnicos passa pela conquista de um desenvolvimento sustentável", disse o presidente do Sudão.

Além disso, durante seu discurso, acusou as "agendas internacionais" de estarem por trás da perpetuação do conflito.

Os principais partidos sudaneses da oposição mostraram na quarta-feira sua rejeição a esta iniciativa de paz por considerar que deixava de lado a maioria das forças políticas e organizações civis de Darfur.

Vinte e cinco partidos e organizações opositoras, entre elas os partidos Al Umma, a União Democrática e o Partido Comunista, asseguraram que a iniciativa presidencial deixa de lado a maioria das forças políticas e organizações civis de Darfur.

Para as organizações signatárias, nem Bashir nem seu partido, a Conferência Nacional, estão capacitados para dirigir a iniciativa por ser "parte essencial" da crise.

Na nota, pediram ao Governo que emita leis para que se respeitem os direitos desta região, que se declare um cessar-fogo, que se leve a cabo o desarmamento das milícias e que se satisfaçam as exigências dos habitantes de Darfur. EFE az/db

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