Governo sudanês defende sua legitimidade e rejeita argumentos da oposição

Cartum, 12 jul (EFE).- O Governo do Sudão defendeu hoje sua legitimidade e sugeriu à oposição, que afirmou na sexta-feira que deveriam ter sido convocadas eleições com base nos acordos de paz de 2005, a ir ao Tribunal Constitucional.

EFE |

Em entrevista coletiva, o ministro da Justiça sudanês, Abdel Baset Sedrat, respondeu hoje à chamada do bloco opositor sudanês que alegou que os acordos assinados entre o Governo e o Movimento Popular de Libertação do Sudão do Sul davam um mandato de quatro anos.

Para Sedrat, a oposição interpretou mal a Constituição interina, já que, segundo ele, a Carta Magna do país "estabelece que o mandato de cinco anos termina em 9 de julho de 2010, e não em 2009, e que o pleito deve acontecer em agosto de 2010".

Na sexta-feira passada, o ex-primeiro-ministro Sadeq al-Mahdi e líder opositor do partido Al Umma se reuniu com os líderes do Partido do Congresso Popular, xeque Hassan al-Turabi, e do Partido Comunista Sudanês, Mohammed Ibrahim Naqad.

Os três emitiram um comunicado alegando que o atual Governo do país é "inconstitucional e ilegítimo".

No entanto, para o Governo, a Constituição não determinou a data do fim de seu mandato e afirma que é possível mudar a data das eleições mediante um acordo entre as partes signatárias do acordo de paz entre sul e norte.

O ministro da Justiça criticou as "ameaças" da oposição de ir às ruas e sugeriu que recorressem ao Tribunal Constitucional. EFE az/an

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