Buenos Aires, 19 jul (EFE).- O Governo da Argentina disse hoje que solicitará ao Congresso a convalidação da transferência ao Estado das ações que o grupo espanhol Marsans tem nas Aerolíneas Argentinas e em sua subsidiária Austral.

"A partir da segunda-feira será feita a solicitação correspondente para que o diretório e as atas sejam aprovados. Vamos requerer como corresponde a autorização à comissão bicameral do Congresso", disse o secretário de Transportes argentino, Ricardo Jaime, em declarações à "Radio Mitre", de Buenos Aires.

A Marsans e o Governo argentino anunciaram na quinta-feira que chegaram a um acordo no qual o grupo espanhol transferirá ao Estado argentino 94,41% das ações da Aerolíneas Argentinas e 97% da subsidiária para vôos domésticos Austral.

Com o acordo, abre-se um período de dois meses no qual será realizada uma auditoria interna para determinar o preço das ações que serão transferidas para o Estado argentino, que já possui participação de 5% na Aerolíneas Argentinas.

Jaime disse hoje que assim que o valor das empresas for definido, o "horizonte será a incorporação de capitais privados através de um processo de licitação nacional e internacional".

O secretário afirmou que o Governo "cumprirá os compromissos estabelecidos" pela Aerolíneas Argentinas com os passageiros e os fornecedores.

Também ressaltou que a intenção é que "não seja o usuário a sofrer essa transição", que nos últimos meses resultou no cancelamento de vôos de uma frota que tem avarias em 37 de seus 67 aviões.

"Nas próximas horas haverá dois ou três aviões mais em serviço.

Há um plano de recuperação de equipamentos para o cumprimento de toda a programação", disse Jaime.

"No caso de vôos regionais e internacionais, entrou-se em contato com outras empresas para fazer códigos compartilhados e transferência de passageiros", acrescentou.

O ministro de Planejamento argentino, Julio De Vido, deve assinar na segunda-feira com os diretores da Marsans a ata de acordo de transferência de ações da Aerolíneas Argentinas, com passivos de US$ 890 milhões e perdas mensais de US$ 30 milhões. EFE nk/wr/db

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