Governo retira acusações contra membros de clã nas Filipinas

Manila, 18 abr (EFE).- O Governo das Filipinas retirou as acusações de sequestro e assassinato que pesavam sobre dois membros do influente clã Ampatuan, envolvido no massacre de 57 pessoas no final do ano passado, confirmou neste domingo (hora local) o Ministério da Justiça do país.

EFE |

Segundo disse o ministro interino, Alberto Agra, à emissora de rádio "DzBB", não há provas consistentes que Zaldy Ampatuan, ex-governador da Região Autônoma Muçulmana de Mindanao, e Akmad Ampatuan, ex-prefeito da localidade de Mamasapano, participassem de forma direta ou indireta no massacre.

Os dois proeminentes membros da família Ampatuan, vinculada politicamente à presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, permanecerão presos até que o tribunal a cargo do caso decida colocá-los em liberdade.

Agra explicou que os advogados de Zaldy apresentaram um bilhete de avião e uma lista de chamadas de telefone celular, para demonstrar que ele se encontrava em Manila, a capital, quando aconteceu o massacre na província de Maguindanao, ao sul do país.

Quanto a Akmad, disse o ministro, a Promotoria não conseguiu nenhum testemunho que o envolva com o massacre, no qual 30 jornalistas locais de diferentes meios de comunicação foram mortos.

EFE mfr/ma

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