La Paz, 18 abr (EFE).- O Governo da Bolívia anunciou o reforço da segurança do presidente Evo Morales após a desarticulação de um grupo de supostos terroristas internacionais que planejavam cometer um atentado contra o governante.

O vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorenti, disse que a segurança pessoal de Morales será reforçada, mas não deu detalhes sobre as novas medidas que pensa em adotar, em entrevista ao jornal "La Prensa".

"O Governo vai tomar todas as medidas para preservar a segurança do presidente Morales, porque há gente interessada em frear este processo", acusou o vice-ministro.

O anúncio foi feito dias após uma operação policial em Santa Cruz, leste do país, no qual foram mortos o romeno Magyarosi Arpak, o irlandês Dwayer Michael Martin e o boliviano Eduardo Rózsa Flores, três supostos terroristas que planejavam assassinar Morales, segundo denuncia o próprio Governo.

A imprensa local explica que Flores lutou na guerra dos Bálcãs, foi correspondente internacional, escreveu livros e produziu e inspirou filmes.

O Ministério de Exteriores irlandês anunciou que enviará a La Paz um alto funcionário que terá como missão investigar se Martin é efetivamente cidadão do país.

Na operação também foram detidos o boliviano Mario Tadic Astorga e o húngaro Elod Tóaso.

A oposição boliviana expressou dúvidas sobre a operação policial e sobre se os supostos mercenários tinham realmente a intenção de matar o presidente. EFE az/db

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