O atentado com explosivos cometido ontem à noite, em Bogotá, contra uma locadora de vídeo da rede americana Blockbuster, levou o governo colombiano a anunciar, nesta quarta-feira, um aumento da ofensiva militar contra a guerrilha das Farc.

Duas pessoas morreram nesse atentado, que teria sido obra, segundo o governo, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e de seu líder militar Jorge Briceño, também conhecido como "Mono Jojoy". Para as autoridades, foi uma ação de caráter extorsivo.

"O que (o atentado) vai ter é uma repercussão para 'Mono Jojoy', porque vamos redobrar os bombardeios, vamos aumentar tudo que estamos fazendo contra essa estrutura", declarou o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, à imprensa, depois de um conselho extraordinário de segurança em Bogotá.

O ministro lembrou que, em 2008, foram cometidos atentados similares contra outra loja da Blockbuster, contra um supermercado da rede francesa Carrefour e outros estabelecimentos e ônibus públicos.

Segundo comunicação interceptada em 3 de janeiro, Briceño ordenou "fazer terrorismo" de forma indiscriminada, revelou Santos.

O ministro admitiu que o governo conhece "mais ou menos" a área onde o chefe guerrilheiro está. "Cada vez nós nos aproximamos mais", afirmou, reiterando que o atentado "vai ter um efeito" contra "Jojoy".

De acordo com informes preliminares divulgados pela polícia, foram utilizados no atentado entre 5 kg e 10 kg do explosivo pentonita, que praticamente destruíram o imóvel onde a locadora funcionava, em um bairro nobre do norte de Bogotá.

Na explosão, morreram María Margarita Rico e Carlos Romero. Esse último trabalhava como vigia do estacionamento de Blockbuster.

Oito veículos estacionados no local foram destruídos, e 21 residências, três escritórios e dois restaurantes também foram atingidos pela força da deflagração.

pro/tt

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.