Governo recebe 83 milhões de doses de vacina contra gripe A até março

São Paulo, 5 jan (EFE).- O Ministério da Saúde anunciou hoje em comunicado que receberá nos próximos três meses 83 milhões de doses da vacina contra a gripe A, em um investimento total de R$ 1,006 bilhão.

EFE |

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Gerson Penna, destaca no comunicado que "não há, neste momento, distribuição de vacina à população em nenhum estado brasileiro".

Segundo Penna, "as doses serão distribuídas nacionalmente quando houver estoque suficiente para viabilizar a estratégia de vacinação simultanamente em todo o país".

Na nota, o Ministério da Saúde diz que a estratégia nacional de vacinação, programada para março e abril, será anunciada em detalhes até o início do mês que vem.

As doses compradas serão fabricadas por três fornecedores diferentes e serão utilizadas na estratégia de vacinação. O último contrato foi assinado na semana passada com Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), que fornecerá 10 milhões de doses por US$ 70 milhões (R$ 122,5 milhões), ou US$ 7 por dose.

O Ministério já havia fechado a compra de 40 milhões de doses no final de 2009 do laboratório GlaxoSmithKline (GSK) por US$ 257,2 milhões (R$ 444,7 milhões), US$ 6,43 por dose.

Além disso, o Instituto Butantan, em colaboração com o laboratório francês Sanofi-Pasteur, deve entregar em breve as primeiras 600 mil doses das 33 milhões encomendadas pelo Governo.

As doses produzidas pelo Butantan têm o custo unitário mais alto, US$ 7,60, porque incluem o custo da transferência de tecnologia. O preço total da produção será de US$ 250,8 milhões (R$ 438,9 milhões).

O Ministério também anunciou que os grupos prioritários para receber a vacina contra o vírus A(H1N1) serão definidos pelo que foi observado no inverno passado e na atual onda da doença no hemisfério Norte. Entre eles estão grávidas, trabalhadores de saúde envolvidos no atendimento aos pacientes, crianças entre 6 meses e 2 anos, indígenas e pessoas com doenças crônicas preexistentes. EFE az/bba

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