Governo publica nomes de pessoas que não podem entrar no R.Unido

Londres, 5 mai (EFE).- O Reino Unido divulgou hoje pela primeira vez os nomes de algumas das pessoas que estão proibidas de entrar no país por fomentar o ódio racial ou o radicalismo islâmico, informou hoje a ministra do Interior britânica, Jacqui Smith.

EFE |

Entre as pessoas que não podem entrar, está o entrevistador americano Michael Savage, cujo nome verdadeiro é Michael Weiner, pois suas opiniões sobre imigração, Islã ou autismo causaram grande polêmica nos Estados Unidos.

Smith disse hoje à imprensa que decidiu divulgar os nomes para que as pessoas possam entender o tipo de atitude que o Reino Unido não está disposto a tolerar.

Na lista, correspondente a 16 das 22 pessoas que tiveram entrada negada desde outubro do ano passado, estão indivíduos que fomentam o ódio racial ou não toleram o homossexualismo, afirmou o Ministério do Interior.

Smith explicou que, "por interesse público", foi decidido não divulgar os nomes das outras seis pessoas incluídas na lista, sem oferecer mais detalhes a respeito.

"Acho que é importante que as pessoas entendam o tipo de valores que temos aqui", ressaltou a ministra.

Sobre Michael Weiner, Smith disse que é uma pessoa que tem opiniões tão radicais e as expressa de uma maneira que "pode causar tensão entre as comunidades, e inclusive violência, se for permitido que entre no país".

Na lista, também estão o pastor americano Fred Waldron Phelps e sua filha Shirley Phelps-Roper, que criticaram a tolerância dos EUA ao homossexualismo; o deputado do Hamas Yunis al-Astal; o radical judeu Mike Guzovsky, o ex-membro do Ku Klux Klan Stephen Donald Black e o neonazista Erich Gliebe.

Também aparecem Artur Ryno e Pavel Skachevsky, ex-líderes de um grupo violento russo que cometeu cerca de 20 assassinatos racistas.

Completam a lista os pregadores WWadgy Abd el-Hamied Mohamed Ghoneim, Abdullah Qadri al-Ahdal, Safwat Hijazi e Amir Siddique; o ativista muçulmano Abdul Ali Musa, o membro do Hisbolá Samir al-Quntar e o líder de um grupo da Caxemira Nasr Javed. EFE vg/an

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