Governo peruano quer fim de protestos para dialogar com indígenas

Lima, 17 ago (EFE).- O primeiro-ministro do Peru, Jorge del Castillo, exigiu hoje o fim de protestos dos indígenas amazônicos, que há mais de uma semana bloqueiam estradas e estações de geração de energia, como requisito indispensável para retomar o diálogo cessado desde sexta-feira.

EFE |

"O Governo reitera sua vontade de seguir dialogando", disse Del Castillo em coletiva de imprensa na sede do Governo, ao acusar os "setores ultras" que estariam infiltrados no protesto para pôr "o sistema energético peruano em colapso".

Ao encerrar uma reunião de seis horas com o presidente peruano, Alan García, e os membros do Gabinete, Del Castillo ratificou sua confiança no Ministro do Ambiente, Antonio Brack, como interlocutor nas conversas com os indígenas.

O diálogo havia sido encerrado porque os representantes indígenas consideraram que a delegação oficial, liderada por Brack, não tinha capacidade de decisão sobre os pontos propostos pelo Executivo.

Del Castillo também anunciou que serão adotadas "as medidas necessárias para garantir o fornecimento de energia", assim como para desbloquear as estradas e "processar judicialmente" os responsáveis.

As 65 etnias amazônicas pedem ao Governo que sejam derrogados mais de 30 decretos que, para eles, são um atentado contra suas vidas e insentivam a venda indiscriminada de terras da Amazônia. EFE watt/rr

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